Sonhando ou Vivendo?!

e então descobriu-se que era só tentar viver de forma mais correta possível, com isso querendo dizer literalmente não roube, não mate, não sacaneia outro ser humano… ou ser vivo!

e parece que a maioria de nós não entendeu lhufas do que era para ser feito, já que não há manual conhecido para nos mostrar o caminho… ou os…

seja como for, sabendo de detalhes assim, e que ainda tudo tem um fim que possivelmente será doloroso em diversos sentidos…

Elisa mordeu aquela fatia de pão como se fosse um suculento almoço… os valores mudam rapidinho quando pensamos que temos que caçar, algo que não sabemos fazer, e ir no mercado onde um amontoado de gente mal educada durante uma pandemia não chega perto do que é a situação que virá após…

e reviveu clássicos do rock dos anos 1990… sentia-se poderosa, como…. ?!

Se colocou de pé ajeitando a roupa, suja e amassada, porém nenhum rasgo… ainda…

como os da vida? daqueles que não há como voltar atrás e cicatrizes serão formadas e fechadas de jeitos diferentes, para cada pele, um sentimento… a dor… a letra da música falava algo sobre não haver mais lágrimas… me deem seus sorrisos mais verdadeiros, aqueles que estão fundo aí dentro de cada involucro da alma…

pesado e solado, solado, solado… gritou alto e mais alto e quanto mais alto gritava mais barulho ouvia… eles se aproximavam rapidamente, por que fez isso sua estúpida?! Se questionou e voltou a raciocinar… será?

Sentido-se Só…

e quando tudo se acostumou em sua cabeça, foi revelada tamanha loucura… apesar de fazer todo o sentido o que estava vivendo naquela situação, Elisa entendia que o caminho era tão claro para o absurdo total… como ninguém quis impedir…

tem que acreditar que existe alma e tirar uma força sobre-humana de dentro para fora… buscar esse tal espírito interior para conseguir sobreviver no dia a dia lá fora…

ela precisou fugir da casa dos pais de Cassia, sua ex e conseguiu chegar a um pequeno edifício em uma rua central… estava exausta, faminta, fedida, e literalmente com a alma machucada…

será necessário passarmos por situações que não queremos, que acreditamos não ter escolhido… ou que fingimos não ver, colocamos a peneira no sol e adivinhem né, a luz passa pelo mais ínfimo buraquinho…

eram parágrafos curtinhos como os sonhos humanos… vidas que passam tão rápido que a tal inteligência e civilidade não aceitavam a velhice… e agora? aceitam esses “homis” como são? destruidores e genocidas, verdadeiros assassinos que não se importam a não ser com o próprio… acho que nem consigo se importam, são tão infelizes… são como a própria doença, a própria condição da tristeza vigente…

ela não se permitiu entrar na depressão… não no fim do mundo… não sem uma cama com alguém para abraçar…

Desencontros…

era um som pesado… bem pesado… várias guitarras talvez… uma coisa meio rádio velho chiado… mas a voz… era uma voz humana… de um…

passado mais algum tempo Elisa percebeu a realidade a sua volta e que não haveria mais o que fazer, a não ser encarar um “novo mundo”… teria que achar um jeito de se virar, por que a barriga começava a cobrar e já cutucava o medo, deixando-o um pouco de lado. Ela colocou a mão no estômago quando esse roncou alto…

Pensou em outros ritmos musicais e no por que o rock and roll seria o som do fim do mundo… como conhecemos é claro!…

e de outras vezes ao olhar para o teto e contar as pintinhas brancas que surgiam do nada e mostravam o quanto irregular era o teto daquele lugar… ficou muito tempo sem escrever, e pensou como todo momento… por que eu iria escrever um diário num período tão ruim como esse? pensando que tenho que “sobreviver” como todas as outras pessoas… fora um total desanimo de pensar em alguma coisa que alguém vai ler e vai gostar…

minha história é tão igual a qualquer uma de vocês por aí… e nem posso falar que sou única por que só na escola em que estudei quando adolescente, éramos três na minha turma… as 3 Elisas! risadas… risadas contidas… uma leve dor no peito… uma lágrima… choro… eu sou a última delas? será?

Realidade Dolorida…

Acordei com uma sensação deliciosa na cabeça… inspirado pra caramba sentei-me na frente do papel e comecei a rabiscar… era engraçado pensar que um remédio que é relaxante muscular faz tanta coisa dentro do nosso corpo… o relaxamento é tão real que o externo se torna algo fácil de se viver, ou melhor, as chatices da vida nem são vistas… porém o mais louco é imaginar que remédios prescritos por médicos com o respaldo da indústria da farmácia, para fazer esse mesmo efeito, não só não o faz, como também tem piores efeitos colaterais… pensa e pensa… vai entender!

Elisa acordou sedenta… não havia mais nem uma gota de água bebível saindo das torneiras da casa… estava desorientada demais, muito rápido, por que de todos os manuais que nunca recebemos para sabermos como agir em qualquer situação e com qualquer outra pessoa, tudo o que mostram em filmes ou contam em livros está bem longe de ser a realidade… aqueles barulhos novamente… sua cabeça girava enquanto procurava por algo para beber… TOC…

TOC…

Nas primeiras vezes ela pensou que poderia ser outra pessoa… ela jamais pensou que seria um macho de sua espécie, afinal eles haviam se transformado em algo pior do que já eram… a cabeça cria muitos mecanismos de defesa, e ao mesmo tempo é como se todos os efeitos de drogas alucinógenas fossem disparados e inventamos coisas, ouvimos coisas… vemos… “homis“!

Parece bobagem né, escrever algo assim… porém já pensaram na diferença do colapso que seria, nessa tal de “civilização”… Elisa tinha pouquíssimos momentos em que se encontrava na razão, isso acontecia principalmente pois seu corpo teve que se acostumar com a falta de água e comida ingerida de um jeito desengonçado para suprir uma fome que ela nunca havia sentido… e agora seu corpo estava gritando de dentro para fora… e suas células faziam a festa, de todos os modos e em todas as direções… todos os sentidos de Elisa, quando ela estava acordada, estavam ampliados, ela ouvia, ela enxergava, ela sentia… muito mais…

Ela pensou em por que não haviam fabricas operando, por que essa ruptura das industrias, já que existem mulheres trabalhando por aí… pensou… pensou… homens apertam botões, principalmente os vermelhos… pensou… patriarcado… homens tinham cargos mais importantes… os que apertam botões pelo que parece…

Sabe o barulho da pipoca estourando, em um ritmo frenético dentro da panela, explodindo… pá… pá… pum… pá… pum… escuta isso mais alto… não-não, mais alto mesmo, aumenta o som aí; e percebe a diferença?!… Elisa só ouvia estática nos rádios… e o aparelho de TV que a muito tempo havia virado um acessório dos streamings, não ligava por nada! Ela estava exausta, faminta… e alucinando ouvindo alguém bater na porta… TOC… e gritar por água… TOC… e barulho de gritos e ossos e carne e tudo isso dentro de um liquidificador imenso em minha cabeça, ela pensou novamente…

Elisa abriu a porta e não havia ninguém lá… seus olhos ficaram embaçados pelo brilho da luz de fora da casa… deu um passo para trás e apertou os olhos… passou alguns segundos até ela conseguir focar… e o que ela viu foi muito assustador… impressionada ela colocou as mãos sobre a boca para tampar seu grito que saiu lá de dentro de seu ser… encostou a porta, passou a chave e sentou-se desistindo do que via… do que agora era real…

O autor pensou bastante se iria continuar ou não com essa história… em momentos tão complexos, talvez as histórias mais lúdicas e insólitas seriam de melhor tom… ou a realidade é dolorida porém é deliciosa de se viver?! quem sabe… vai saber! =)

30 Dias Depois…

Noite… Décimo quarto dia… Eu tenho um sono absurdo, mas meu medo ainda é maior e me mantem acordada… e claro o café… abençoado café… mas qual foi meu desespero, a pequenice humana, ao pensar apenas no meu umbigo quando percebi que o pó de café estava acabando, e não havia nenhum outro guardado no armário… nenhum…

Os sons nunca pararam… constantemente barulhos ensurdecedores de diversos lugares e tipos e níveis… as orelhas acostumavam com alguns, o que podia ser bem perigoso, já que acostumar com um som fazia-o sumir…

Já ouviram sons de ossos se quebrando? aquelas onomatopeias que vemos nas histórias em quadrinhos são bem reais, e parecem acompanhadas com o som de muita dor… creeec… crás… demorei muito para me encontrar aqui, para me trazer para a realidade de novo… o tempo voa, todo mundo sabe disso, e desperdiçamos tanto… e quando há um acontecimento que não tem volta, não tem como voltar ao que era antes… tudo muda… e nós nunca estamos preparados de verdade… eu pelo menos não estava… resolvi escrever meu nome, pois há uns dois dias eu acordei…

Meu nome é Elisa, tenho 26 anos… ou 24… duas semanas de estresse puro, te forçando a utilizar seus sentidos em alto nível, em um movimento que eu nem sabia que podíamos, me senti super poderosa por alguns instantes, conseguindo distinguir milhares de sons diferentes, e meus olhos dilatados seguiam furiosamente…

Porém foi quando atingi o auge do meu esgotamento mental, consegui compreender que teria que sair dali, da casa dos pais de Cassia, pois a comida acabara, e acreditem, todos os serviços básicos, precisaram de 48 horas para entrar em colapso… em duas semanas, sem humanos operando a indústria, tudo ruim em um efeito dominó tão devastador que em pleno 2021 estou sem internet, celular ou canais de televisão… estou isolada… e sozinha… estão curiosos para saber o que aconteceu com Cassia e seus pais certo?…

A voz sai tremula, acompanhando todo o movimento dessincronizado de seu corpo… e ela se sente fraca… esgotada… é preciso dormir, pelo menos um pouco, é o que a ciência diz… dormir é necessário para regular diversas coisas físicas e biológicas de nosso organismo… ficar muito tempo sem dormir sobre um estresse escaldante como o fogo do inferno… e deveria ser isso o que as almas impuras sentem com todo aquele calor, com toda aquela coisa… ruim… estamos vivendo em um tipo de inferno!…

Elisa dormiu por dias; e ela não sabe quantos dias se passaram e alguma coisa, não sei se vocês acreditam nisso, mas ela teve algum tipo de benção, alguma sorte, de nenhum dos “homis” tentarem entrar no lugar em que ela estava, nem outra pessoa viva… ninguém… duas semanas inteirinhas sem ninguém, e mais duas até que ela acordasse pelo som de alguma coisa batendo bem próximo… seu rosto colado em baba, sua saliva estava espessa pela falta de água… seu primeiro pensamento além de sentir uma dor “pinçante” na boca do estômago, foi a necessidade de beber água…

TOC… TOC… TOC… … … … TOC… TOC… “Tem alguém aí? Eu preciso… de água!…”

Alguém está batendo na porta pedindo um copo de água…

Elisa arregalou os olhos e pulou de pé muito rápido, seu corpo estava em alerta total e a resposta de tudo a surpreendeu… e agora… para onde vai esse conto?! Ela pensou se o autor estaria vivo para continuar, ou se ele teria se tornado um daqueles monstros… um dos “homis“…

“em um processo continuo de querer escrever um romance inteiro… vai continuar, sim, vai sim, sim!” =D

Escrevo, pinto e Arte! ❤️

Gente linda estou com uma loja transformando minha arte em produtos lindos, me reinventando nesse momento alucinado, pedindo amor e paz pro mundo todo!!!! ✌️😘😊

#apoiemartistasindependentes

Feminina e as Primárias

Ele estava voando… sentia o vento dançar sobre sua pele enquanto tinha os braços esticados para os lados opostos, e sentia o fluir da vida pela brisa no estomago e uma alegria enorme naquele sorriso…

Ela estava em uma rede de tecido, pendurada em troncos de palmeiras enormes com folhas esverdeadas… sentia uma leve brisa com aquele cheirinho gostoso de mar e natureza… e claro, da “erva mãe”… aquela que cuida de tantas enfermidades que é quase uma sublimação… e ele até pensou, não deveria ser um parágrafo maior… e ela riu, sorriu, abrindo os dentes… mostrou a língua aahhhh… e disse “somos livres meu lindo, vamos fazer assim… “…

E a tinta escorregou na tela… as pinceladas não tinham sequer uma sequencia senão a própria precisão sobre o pincel…

Ela mora dentro dele, ela é ele… ele é ela… sentem a mesma coisa, são a mesma pessoa… possuem as mesmas essências, as mesmas cores… como você pode imaginar que dentro de si, mora somente um, e deixa os outros falarem que você é bipolar… muitas e muitas gargalhadas…

Olhe as cores primárias, são três, e com elas, fazemos milhões… quer mesmo que eu acredite que somos somente um dentre de nós mesmos? ela está me dizendo que não, e ele está acreditando nela! =)

100% Humano…

Será que acordei novamente? essa pergunta pulsava em sua mente e voava em frases brilhantes em volta da cabeça… será que estou vivo? Vivo ou viva? não sinto minhas genitálias… não sei na verdade se eu tinha um órgão feminino ou masculino… então… será que estou… vivendo uma vida? Não saber sobre meu próprio corpo é algo estranho, não acham? ou estou delirando… é isso, estou tendo um sonho, ou pior… um pesadelo… tomara que eu acorde logo disso!

E algum tempo passou… e passou… … … passou… … …

E eu não acordei… ou se acordei meu corpo físico não está mais sentindo… e minha dor de cabeça não passa, e não sei se o que estou tendo são pensamentos… ou …

Onde estão meus braços? minhas pernas… ?! as minhas mãos tocam meu corpo, porém não sinto o “tátil”… não sinto meus órgãos internos trabalharem… nenhuma dor além da de cabeça… nenhum sentimento de frio ou calor…

nenhum pulso!

e quando eu arregalo os olhos, um deles me salta da órbita… eu não senti acontecer, eu apenas sei porque estou vendo um tanto das coisas balançando enquanto me movo lentamente, quase que arrastando… e isso sim, eu sinto, o som… eu ainda podia sentir o som… e abri um sorriso… e não digo que doeu, mas eu percebi que a pele acima e abaixo de meus lábios rasgaram em duas partes, gerando um ferimento parecendo um livro abrindo suas páginas…

E mais algum tempo passou… e passou… … … passou… … …

mas não senti dor… na verdade, nada… não senti nada!… não sinto meus pés arrastando meu corpo por aí… eu não sei o que é esse aí, pois minha visão não registra mais… creio eu que não estou fazendo as conexões neurais que preciso… o que aconteceu comigo… apesar de eu me movimentar todo duro… eu também não percebo esse ato ocorrer… simplesmente vou andando como um zumbi por aí, sem entender nada da vida, pagando contas, será que ainda pago contas? já que por tudo que está se passando comigo agora, eu estou morto… ou morta…

Será que sou… … …

Se dê seu… carinho!

“Você está sabendo disso?” ele estava com o jornal nas mãos, um jornal desses de papel com cheiro de velho e tinta preta que mancha tudo… “Isso é um absurdo! Como é que pode um trem desses?!” ela continuava fazendo o que estava fazendo… nada demais, a vida cotidiana não é muito emocionante é? acordar, preparar um café e fazer sua higienização matinal… depois trabalha, seja qualquer tarefa que tenha escolhido fazer… e se escolheu o motivo o nosso querido “dinheiro”, parece que você tanto quanto os outros 7,5 bilhões de habitantes também não entenderam e escolheram errado… o dinheiro é o caminho, não sua consequência… só que numa cidade louca, numa pressão colossal da sociedade, das nossas cabeças e criações, que curiosamente sabemos que podemos ir além em nossos sonhos; mas o medo, ou o conforto… ah maldito conforto…

ela serviu uma xícara de café para ele e depois uma para si…. andou lentamente até a mesa onde ele se encontrava encostado com seu jornal… ela pegou o café quente, jogou sobre o jornal deixando-o totalmente molhado.., olhou fundo nos olhos dele e começou a tirar a própria pele… tirou como se fosse uma roupinha dessas de bebezinho… e ele viu todo os músculos e veias que corriam sangue e escorriam pela carne, entranhas, vísceras… seus olhos saltados da órbita, e um sorriso “caveirante”

ele estava com a cara de choque, seu movimento com a xícara pela metade, sem ter bebido um gole… limpe sua consciência, limpe suas células, se limpe desses seus pré-conceitos e conceitos estúpidos que te fazem perder a única coisa que realmente vale, pois mesmo que não o entendamos e o desperdicemos tanto… ela começou a arrancar os músculos dos ossos e sangue espirrou para todos os lados… “ou você se despe e vai VIVER”ela estava gargalhando … “ou continuará escravizado por algo que você menospreza…

o Tempo veio devagarinho, suspirando… pegou cada pedacinho daquele ser e encaixou cada peça, uma a uma, células iam recompondo aquele todo aquele ser… todos os dias uma nova chance, se reconstrua – o Tempo disse – com carinho!….

Para onde estamos indo…

e qual é a brisa da volta, que te trás de… e ao olhar para cima, o que você vê é aquilo que é, aquilo que realmente se… é engraçado de pensar, leia devagar, as risadas cortam o rosto, imaginem que loucura, se o que somos e viemos, uma desculpa de toda maluquice infantil, é que os nossos “pais e mães”são aliens… ouviu!

Hahahahahaahahahahahahaha!!!

um delicado beijo em sua mão, ela dormia tranquilamente e o som da TV contava uma história fantástica sobre uma tecnologia que nos fazia entrar em contato com algo que não imaginamos de verdade o que serão… e não são cabeçudos acinzentados e baixinhos, ah, não!

Hahahahahahahahahahahahahahhahhahahaha!!! e mais… hahahahaha… ahhaha … aiai… ahahha… ahhh… =D

poxa vida, tanta imaginação, sim, estamos tendo uma falta danada de criação… talvez seja falta de aptidão, não… ele crê que não, é bloqueio criativo, devaneios indecisos, sem razão… existem jeitos de mentir para si mesmo, mas sabemos lá dentro que isso não há de se esconder, se não veio do berço de ouro, há de trabalhar para vencer… se é de sua escolha, pense bem, ninguém é obrigado a nada, e ninguém tem que “têm”…

mas eu penso humildemente, e creio que estarão por aí, voando pelo “tal”universo, aquele que acredito existir (?), por que usar de seu tempo, por mais que esse seja valioso para nós humanos, e nós o desperdiçamos, justo por isso, e por outros “aquilos“, estamos em guerras contra nós mesmos, e por que? por que? essa pergunta ecoa no universo que acreditamos existir… ??? por que?