Curto… Circuito!

Fredisom seguia o caminho de casa e sentia que era tudo muito diferente… as ruas estavam estranhamente vazias e o vento mais gelado do que o de costume para aquela época… também não se viam os veículos e suas buzinas estridentes… nenhumzinho! Fredisom achou tudo muito estranho, mais ainda por perceber que tudo tinha um tom meio “arroxeado” e nebuloso, parecendo um sonho dentro de um videogame bizarro… mas não era não… era dentro de sua cabeça mesmo, aquela confusão… inteira… complexa… completa… Fredisom tomou um suco de laranja e estava delicioso, o sabor era simples e doce… frutas da estação, fora de estação… dos pontos, dos acostamentos… um cruzamento de informações e Fredisom agora digitava alguma coisa pelo teclado de um laptop branco em cima de uma bancada bruta; e a câmera veio lentamente, saindo de seu rosto que tinha uma expressão tão lenta quanto a câmera, nos mostrava alguém com vontade de continuar tomando seu café e escrevendo aquele e-mail puxa-sacos para o chefe boçal de onde “trabalha… va” … Fredisom percebe que ninguém mais trabalha, que não existe mais esse mundo, alguma coisa aconteceu… ele sabe que está transitando por muitas situações ao mesmo tempo, dentro de si, e fora também… pessoas cruzam umas com as outras como se fossem hologramas, sentimentos realmente importam elas se questionavam enquanto Fredisom desligava a TV pela milionésima vez…

Os Dias…

Uma viagem sobre todas as rimas…

sem nenhuma que iremos reconhecer…

a não ser que você saiba uma língua mundial…

onde a duvida está, deveria ser mais amplo…

deveria ser universal…

falar sem precisar da boca…

com a mente e o coração…

não é coisa de telepata, mediúnico ou religião…

é algo além da explicação…

humana… e sem razão…

é mais como as conversas das maritacas…

uma louca e desenfreada canção…

o bater de asas e as altitudes alcançadas…

uma viagem que alguns chamam de astral…

uns vão falar que é uma corrente do mal…

contudo uma personalidade extravagante…

poderia ter sido cuidador de elefante ou…

acho que já deu e um bom domingo pra vocês! =)

21:21hs

reflexos de tamanhos geométricos brilhavam luzes apáticas, e realçavam cortinas empoeiradas e cheiro de vinho fajuto… não havia lugar para o bom humor, poucas histórias eram contadas e os vazios eram preenchidos pelas sombrias distâncias entre as pessoas… as alterações de ânimos entre elXs entretinha os leitores e os amantes de um belo suspense romântico…

aquele padrão visual que também seguia-se pelas músicas e outras culturas, pelas artes e culinárias, danças e tudo o mais que as pessoas maravilhosas passavam seus dias produzindo, enquanto outras estragavam o planeta pensando em “ter matéria!”… pessoas comentavam a “chatice” diária justo no momento mais interessante de tanta criatividade científica e artística, por tantas renovações de ideias filosóficas e desmitificações de crenças seculares através da fé… por que estamos em uma transição danada, e isso é muito percebível em nossos dias…

discussões eram resolvidas com gargalhadas sofridas e choros duradouros, em companhia de abraços trêmulos e juras perpetuas de arrependimentos… os lares estavam tão cinzas e escuros quanto o céu noturno, e agora as poucas luzes não mais dançavam… elas entristeciam com seus desenhos retangulares todos os concretos da cidade…

havia um policial de estatura comprida dentro do saguão daquele pequeno hotel, ele apenas ajeitava seu quepe com seus enormes dedos e logo em seguida largava os braços para ajeitar o cinto… uma prostituta desceu pelos degraus que também levavam ao mesmo espaço, e balançou os cabelos ruivos deixando um lindo e esguio pescoço a mostra de uma mulher magnífica… um velho atrás do balcão olhava toda a cena por baixo de seus óculos arranhados, segurava um jornal tão velho quanto ele, e no canto da boca uma baga de charuto apagado…

elX desligou a televisão cansadX da mesmice dos horários… épocas estranhas em que os prazeres eram destruídos pelos pequenos egoísmos ao lado… tentou se excitar vendo vídeos pornográficos porém não conseguiu ter uma ereção… será que tudo acaba assim mesmo, se perguntava dentro da cabeça e fora de seu estômago… e dormiu sem entender mais um dia perdido…

era uma vez… e outra vez…

era um romance de comédia daqueles que você passa horas assistindo e se identificando sentimentalmente por detalhes que considera bobos, porém são completos e entendidos… sabemos lá dentro o que é melhor, só temos talvez, um “medo” de assumir…

era um daqueles livros tenebrosos que contam histórias em que a mente nos faz confundir se o que estamos vendo e sentindo é real ou não… ou se os sentimentos que acontecem o tempo inteiro são causados pelos sustos horripilantes durante todo o roteiro que te pega feito garras afiadas sedentas de sangue…

era uma comédia bem idiota, que nos faz dar risadas pelas conversas nonsenses e situações esquisitas, ou talvez tão anormais que o cérebro fica invadido de uma alegria estúpida e porventura, infantil… mesmo que aquilo nos pareça “adulto”… o que me faz questionar sobre esse tipo de filme ser mesmo só um besteirol ou se possui hiatos nas mensagens…

era uma aventura épica cheia de elementos de fantasia e episódios longos e árduos, com personagens cativantes que levam elementos de virtudes e limitações… nos identificaríamos de imediato com todos esses princípios humanos, pois acreditamos lá no fundo que somos os heróis de todas as histórias, inclusive a nossa própria… o nome do romance era “Santo Ego”…

eram tantas histórias para tantas escolhas que não cabiam pensamentos dentro daquela cabeça que estava enlouquecida de ideias e não sabia para onde seguir, e viu um desfiladeiro de pedras com uma daquelas pontes que são penduradas apenas por velhas cordas desfiadas… e do outro lado havia uma placa escrito…

Um Bom Jeito de Começar o Dia…

Acheiii!!! Ele veio correndo do quarto até alcançar a sala gritando repetidamente a palavra “achei”… Ela estava sentada em uma poltrona enorme; uma luz linda e amarelada entrava deixando o cenário mais suave do que poderia estar… Parecia uma fotografia clássica, de enquadramento perfeito… Ela lia uma revista qualquer, olhou para ele com um sorriso no rosto já curiosa para ver, o que ele iria lhe mostrar, com aquele instrumento na mão…

Veja isso meu amor! Sente só esse som… e começou a dedilhar criando um clima anuviado, de tons verdes mesclados com azuis e pequenos pontinhos cintilantes até chegar aos seus olhos e depois à sua boca… Ela ficou maravilhada com tudo aquilo e se embalou no ritmo, levantando-se iniciou um leve movimento com seu corpo esguio… Depois ele virou o objeto e começou a soprar em um outro tom, mais agudo e piado… O sabor que subiu agora era apimentado, passando pelas narinas, sentia-se tudo no caminho até atingir os neurônios… agora haviam mais cores… Quais?

Outro movimento do corpo, outra forma daquele estranho utensílio que se transformava e a quem estiver por perto… As nuvens agora eram roxas e cinzas… Diversos tons manchavam o lugar, invadiam seus olhos fazendo-os brilhar mais, as pupilas estalavam e viam mais, viam tudo, viam além… Os narizes sentiam sabores absurdos de bons, que se alternavam com os paladares sobre as línguas adocicadas e azedas das micropartículas que caíam sobre elas… A boca, o beijo molhado, forte, profundo, ardente, infinito…

Como a mente, como o céu, como a visão que alcança um limite, como àquele que rege à nós mesmos dentro dessa carcaça que está viva por que sentimos, e o que sentimos são respostas da luta da vida… chama-se dor… e a loucura disso tudo, ela é boa, por que nos mantêm… Em seus ouvidos elXs trocaram palavras doces, e sob todo o ar enebriante da manhã, fizeram amor e sexo, explodiram estrelas e criaram novas galáxias…

Espaço…

Ah mas que demora, ele sente… gostaria de mais e mais, porém os dias parecem também mais e mais… de um mesmo sentimento de que em sua volta, tudo está lá atrás… atrás… do que, de onde viemos, falamos da filosofia ou estamos mais uma vez repetindo os mesmos erros das “histórias”… aqui não fala um trovador, é mais um humilde de passagem querendo ser um escritor… transmitir através das palavras muito mais que as mazelas já vividas pelo ser humano, aquele que não tem… amor…

não é para demorar tanto, seu sentimento rasga de dentro para fora para mostrar para ele que o sangramento… usemos o tempo a nosso favor, vamos fazer mais por nós mesmos e pelos outros se usarmos… o tempo…

a nosso… tente não controlar tudo isso, tente não vir tão de longe, ouça o que está não na cabeça, mas no sangue chegando ao motor principal, aquele que bombeia… o tempo e o amor…

a história nos conta através de guerras e políticas, de conflitos e religiões, de caos e tragédias que seguimos muitas escolhas estranhas, e justamente em um momento de virada, não consigo entender mais nada, parece que as pessoas já esqueceram, e quem está na minha geração irá lembrar, já era assim na nossa infância, e para os que são mais velhos, dirão, isso não existe não… e aos mais novos cabe uma sabedoria que eles ainda não tem, não viveram tanto tempo para entenderem que poderiam mudar a vida de outrem… bastaria seguir a risca o que eles falam em suas redes sociais, somos pessoas bacanas, somos pessoas legais…

Poema & ?…

essa espécie reclamante, reclamadora e reclamosa, vamos lá, aqui começa mais um poema de tirar “prosa”!

não posso negar que dá um tesão danado, adoro criar e escrever, porém esse é um poema um pouco “desaforado”…

porque faço parte de uma espécie chata e às vezes sou eu tanto quanto outrem… O que sinto no coração e a forma que minha mente pensa… E garanto que cada um tem o seu e como o meu não tem ninguém…

E aí vem aquela sequência de perguntas: porque essa eterna insatisfação, essa sede por “ter”, sendo que hoje em “teoria”, temos um limite para viver…

o poema que muda para conto durante sua composição, inegável a delícia da fluidez da mente ligada ao poder construtivo do nosso coração…

para onde vamos, de onde viemos e o que estamos fazendo aqui, sério mesmo minha gente, vamos deixar fluir!

ninguém nunca voltou para nos contar nada, e muito menos um “oi, viemos do futuro!”… o que creio importar é um agora “gostoso” pelo justo nome de “presente”, e pra finalizar esse venho com um desejo enorme de que todos estejam seguros! =)

Poema da Cura…

tenho que achar a rima perfeita para o meu amor que se deleita…

como é irônico esse ser criando mais e mais regras para se estabelecer… imaginando em seu umbigo real que crê que em sua patética vida também é…

o ser…

é uma vida só que passa como um raio, não importa se será com um vírus ou em um acidente rodoviário…

uma vez e muitas escolhas, então saibamos fazê-las com sensatez… encontraremos pelo caminho muitas pessoas, muitos lugares, muitas culturas…

que vida linda e essa é a nossa vez!

percebemos que estamos passamos por uma fase intensa de transição… do século XX ao início do XXI, muita história, muita riqueza e muita confusão!

do que quero falar do caos ao delírio… de um universo inexistente para muitos, perdidos em desequilíbrio…

tenho que achar a rima perfeita para o meu amor que se deleita…

Apenas Faça!

Fred tinha apenas treze anos de idade quando tudo aconteceu. Vanessa tinha dezesseis, havia repetido duas vezes o oitavo ano. Alexandre estava com a idade geral da turma, treze também, porém era crescido, peito estufado se achando o pomposo. E havia também a Manu, que usava um óculos redondo enorme, e isso escondia um pouco seu rosto. Eles estavam presos na sala de acervo da escola, àquela com paredes mofadas e verdes, com cheiro forte de lodo, em meio a enormes estantes com prateleiras abarrotadas de livros empoeirados e alguns até mesmo ensebados, potes de vidros e aquários que conservavam tipos digamos exóticos de espécies animais, inclusive um feto humano, e ao fundo antigos aparelhos eletrônicos como um toca-discos e uma estação de rádio amador.

Essa é a primeira ideia de um novo conto, com vontade de ser mais… quando vocês estão escrevendo, ou criando alguma coisa, mesmo que não artisticamente falando, e recebem um trabalho de fazer uma história inédita, livre de qualquer preceito, sem objeção de ser criada em cima de qualquer coisa existente, inclusive os lugares como a escola em que estudam, ou a cidade em que moram… quem lê têm que crer… quem escreve cria um mundo de fantasia, porém com a qualidade de fazernos acreditar que tudo ali existe, pois sua cabeça ao ler, vai criar algo que já…

Estavam presos ali ao acaso, um verdadeiro acidente os colocaram no mesmo ambiente. Sem saberem o que fazer e para onde fugir, os quatro se viram encurralados na última sala do corredor, que ficava aos fundos no subsolo do prédio principal. A pesada porta de metal tinha um pequeno vidro, todo encardido e mal dava para ver quem estava do lado de fora, ou o contrário, quem estaria lá fora não conseguiria ver quem estaria dentro, enfim, o fato é que nesse momento sem terem para onde ir, começavam a discutir o que poderia ser tudo aquilo…

Agora a pergunta que nunca se cala… se podemos criar qualquer coisa mesmo, por que continuamos a criar o que a roda nos mostra ou ensina? Seria mesmo o círculo a forma perfeita, e portanto não dá para gerar algo que não seja a partir dela. Somos tão limitados a ponto de não conseguirmos visualizar além, de nossos sentidos mais básicos e primitivos? Ou todas as histórias criadas em cima de um padrão, funcionam bem por que aceitamos o início, o meio e o fim como uma ideia sólida? De verdade não importa, quando se acha um assunto que quer discorrer, sejam baseadas em lembranças reais de sua infância, ou uma pira louca de algo pop que está em evidência no momento, ou uma biografia de alguém por quem você se interessa em pesquisar…

Justificando um Fim…?

A grande sacada da vida é saber viver esse curto momento em tempos históricos contados por humanXs em leveza, entendendo que se deixar fluir em prazer (não no sentido pejorativo ou leviano), talvez essa “maldade” não fosse tão aparente… olhos estão fixos observando tudo, não há uma expressão que explique suas emoções, mas para quem os vê, o que traduz é… e daí?

sente o líquido que estava gelado antes descendo pela garganta e não sente prazer nenhum; e mesmo assim o engole mandando uma informação falsa para o cérebro… esse líquido te deixará mole, e você estará aberto o suficiente para discutir novas ideias…

naquele dia chuvoso, nosso amigo guaxinim usava seu moletom mais quentinho, e com o notebook no colo, digitava alguma coisa, enquanto bebericava uma caneca de café quentinha… às vezes bocejava e abanava a calda… a cama parecia imensa para o quaxinim e em sua beirada havia livros empilhados por metodologias… o quarto estava extremamente organizado, fazendo-o parecer do signo de virgem, com cores sóbrias em um clima bucólico e infantil…

rádio-relógio, um cactus e fotos espalhadas pela janela coladas com post-its coloridos marcando datas, locais e contatos das pessoas por ali… ao som de jazz, continuava escrevendo e balançava o corpo no embalo do sax, piano e percussão… o que foi que aconteceu para ter esse temporal… é apenas na natureza ou aquela ideia sem uma certeza de que em tudo ocorre o caos, pois é através dele que veio a poeira cósmica que gerou tudo que aqui estamos e habitamos e… será… de novo isso?

ele percebeu sentado ao tronco de uma árvore através de horas de reflexão que podia ter leveza, tempo para fazer suas coisas, tempo para fazer suas “obrigações sociais” caso vivesse em “sociedade” e usar disso, já que é um sistema geral e comum independente de culturas e línguas, ou distâncias e fronteiras… podia viver e morrer em paz!