Contagiados…

será que ele lembrou por que hoje era um dia de terapia… e aquilo o deixava tão bem com tanta alegria… porém…

esse começa assim…

chega de tanta hipocrisia… das pessoas que vivem em todos os lugares como se nada houvesse, fora de seus estômagos bajuladores e de suas jóias pegajosas…

sempre vivemos em pandemia… ou realmente cremos que ficar comprando e comprando e tendo e tendo, entre prédios enormes e pálidos que cobrem toda a paisagem de cinza, e não um cinza bonito… um bem feio mesmo!

não sei como viver, são filosofias… só conheço o tempo que vai para frente… infelizmente… então me basta navegar nesse mar de mente que viaja descrente de que em algum dia uma nave espacial vai me mostrar muito mais do espaço sideral…

o inverno se transformou com suas temperaturas alucinantes… em um inferno…

as pessoas acham tudo muito lindo e surrealista e eu pergunto, vocês entendem as entrelinhas, o choque de estarmos simplesmente deixando tudo passar por que tem alguém que falou “arrumem um emprego para eu poder gozar…”

ai caras, não vamos deixar isso passar… chega de tanta hipocrisia, sempre vivemos em pandemia… carros, prédios, políticos corruptos, reinos corruptos, não existe manual de boa conduta, viemos pelados, esses pequeninos que não vemos a olho nu já estavam aqui antes mesmo de sabermos falar…

houve troca de arte pura… se encontraram pelo cinema, ela escrevia, ele pintava… hoje ela é uma artista, ela viu que podia ir mais do que as limitações que falaram para ela que teria de ser… se está certa ou não, ninguém sabe, ela também pode ser contagiada por eles… mesmo assim, fez aquilo que eu acredito que faz a vida valer a pena, além da hipocrisia e das pandemias é claro…

ela lhe apresentou músicas… ele se abriu… ele falou pra ela “vai voar menina, você pode fazer o que quiser…”

superando suas próprias cismas, a zona de conforto, sua maldita… os dois deram risadas e continuaram naqueles papos intangíveis para descobrir as paralelas da vida capital… ainda bem, eles fizeram um longo e meloso amor e concluíram em prazer, ainda bem que existem “pandemias” de amor também!

Mais Reticências…

seria como contos casuais dessas pessoas que estão passando por essas ruas cheias de prédios altos em condomínios cheios de cercas elétricas e guaritas de seguranças e tudo isso lendo assim mesmo sem nenhuma vírgula… a vida é esse sufoco, ou era para ser?!

morcegos caçam besouros pelas escassas árvores nas cidades, dando rasantes e mostrando um pouco da natureza selvagem e imbatível que existe por aí… e ali também! pensamos em responder mensagens constantes que nos manipulam, levando a uma estafa total de ser um ser…

não era para ser bonito, nem nada disso, às vezes, são socos de realidades diferentes que precisam ser ditos e até mesmo discutidos entre milhões de partes igualmente distintas… deveriam ter o diálogo margeado por respeito, mas de quem para quem, a mente voa e você sente um pouco acima da nuca, parece que é o tal córtex cerebral… então sim, temos que aguentar certas porradas que em teoria, não vem de nós mesmos… assumamos nossas culpas!

sentados em uma deliciosa paisagem que mesclava aquela pequena cidade no meio do “nada”… “sabiam” das histórias que rolavam mundo afora, ficavam aflitos por algumas, afinal quem é que gosta de guerra e de ver pessoas e seus pedaços voando pelos céus… ops, sim, isso está acontecendo agora, e sim também, e negamos, é um filme, somente em filmes acontecem essas coisas… e um sujeito magrelo segurando uma placa com escritos errados te pede uma ajuda no semáforo, e ignoramos, baixamos o rosto, não é real…

lembram, o parágrafo anterior começou lindão e terminou… como podemos dizer isso, julgar tudo, como se fôssemos os donos da terra… em toda nossa humildade, a virtude da Ciência comprova todos os dias e mesmos os “grandes” cientistas às vezes não compreendem as mensagens… outros pensam, então por que se preocupar…

Filosofia estava um tanto cansada naquele sábado a tarde… ela gostaria de sentar-se na rede que se encontrava na varanda de madeira rústica… tão lindo o visual, então pediu para os humanos, não pensem demais por hoje, não está adiantando muito está?!…

Concreto Verde…

ela estava dormindo com a gata e a cachorrinha ao seu lado… e ao lado o aquecedor… sobre tapete florido da sala…

era inverno, o sol brilhava num céu acinzentado, porém o frio comia os dedos dos pés de dentro para fora; era necessário se proteger…

e isso em um tempo ao qual as pessoas dizem ser distinto… ele fumava um cigarro pendurado para fora de seu apartamento no décimo primeiro andar, e via, e ouvia…

e toda aquela balburdia era a violência mental intensa que ele não queria mais sentir… e passou a se imaginar como um primata escalador… um ser que não fazia mais parte daquele mundo granulado…

iniciou um bailado, experimentando os limites do seu corpo, esticando os braços, vendo seus alcances; e depois com as pernas e esticou seu pé até sentir seu músculo deformar… braços mais longos, pernas mais fortes, e gritos histéricos mostrando dentes selvagens…

pulou de um lado para o outro com sua coluna arqueada e às vezes parava gritando e batendo no peito… rasgou toda sua roupa e nu olhou para baixo, em seguida saltou desenhando um arco no ar com seu corpo inteiro e curiosamente atingiu um… colchão!

ela seminua o abraçou por trás e o puxou, caindo juntos de costas e com muitos sorrisos na cama… ele com os olhos arregalados, ela com a pele morena e lisa… a bandeja do café mostrava que o tempo passara, pratos com restos de pães, um pote de manteiga e outro de pasta de amendoim (quem come isso?!)…

depois de fazerem amor, conversaram um pouco debaixo do chuveiro… “foi tão real, eu pensei mesmo que era um macaco e que iria pular pela floresta adentro…”

Que Essa Nave Nos Busque Logo…

era por volta das doze horas matinais quando resolveram sair da cama… elx usava usava um conjuntinho básico e preto de lingerie, e elx um short amarelo estampado com pequenos cavalinhos verdes… espreguiçaram-se e chegaram ao consenso… “não temos nada para fazer…” olharam-se com sorrisos largos em rostos estreitos e saudáveis… elxs moravam em São Paulo, uma dessas metrópoles que foram modificadas pelas pandemias de seres humanos… “sim, essa é a realidade socada em todos nós, seres humanos são como pragas”… elx disse à elx… ficaram em silêncio por uns segundos pensando naquilo, e elx perguntou de volta… “nós dois somos humanos, e eu não me considero uma pessoa má; e nem você…”…

foram do azul e branco para o preto, degradê até o branco novamente… como uma névoa que nos abre possibilidades diferentes por não sabermos o que está pela frente, isso é o que víamos… porém pessoas irão questionar e apontar com aqueles dedos inquisidores… “o azul era mais bonito!” olhos arregalados e dentes cerrados… e outros dirão: “gostei dessa estética, está “retrô” e “hipster” ao mesmo tempo, super moderno!”… olharam de lado e caíram em risadas, afinal, quanta babaquice não é mesmo… “o que você acha que irá fazer então?” dessa vez os personagens tomaram seus aspectos de gêneros sexuais, amalgamados de luz e som, suas células radiantes formaram o ser humano feminino, com seus seios protuberantes e bacia alongada no comprimento… levantou a mão esquerda alongando os dedos que surgiam como pequenas cobras verdes reluzentes e em sua frente, brilhando em tons adjacentes aos dela, com um aspecto mais robusto, seios reduzidos e caixa torácica ampla, o ser humano masculino encostou seus dedos azulados e uma pequena explosão de luminescência…

o barulho da água caindo trouxe-os de volta àquela realidade estranha, onde uma espécie atacava seus semelhantes abertamente enquanto outros cumpriam suas tarefas na esperança de alcançarem o topo da cadeia alimentar, e ficar ao lado dos corruptos e crápulas que pouco se importavam com o povo daquelas colmeias… elEs já haviam decidido que todo aquele mundo era deles, que todos os recursos naturais e criados pelos seus cúmplices, eram deles; não importava a vida dos velhos e muito menos dos mais pequeninos… uma espécie que chamavam de reptiliana, mas que para aquelxs duas pessoas que adoravam filosofar pela vida comendo pão com geleia e fumando seu baseado, eram os próprios humanos que não se assumiam… e então sentiam-se tão impotentes e ignorantes como todos os outros, afinal também continuavam acreditando que algum dia uma nave astral chegaria para buscá-los e livrá-los daquelas chatices todas…

literalmente! risadas!

Ruas…

um após o outro, haviam esses degraus que contávamos ao subir… um… vinte e três… trinta e cinco… cinquenta e… quantos serão? aonde estão nos levando… essa mulher que usava um vestido roxo olhava para uma outra pessoa do outro lado de uma rua, que parecia um tanto chique… a rua e a mulher… que usava um batom vermelho e isso não combinava tanto com sua roupa, mas até aí, o que tem… e a rua era iluminada por uma cerração amarelada… hmmm…

seguiu-se ouvindo aquele chiado que procurávamos de onde vinha, ou o que fazia aquele som que durante um tempo que se tornava insuportavelmente hipnotizante… foi um sonho aquele mundo parado onde as pessoas viviam apenas por aparelhos eletrônicos de telas interativas como essas de filmes com vidros especiais, brancos iluminados e com aqueles desfoques cintilantes nas bordas… como um espelho, se olhássemos do outro lado, veríamos nossa versão… qual veríamos?

marrom, dois, aquarelada, vermelho, terra, cobre… ouro… numeração das cores, cento e vinte e dois, dezoito e quatro… não sei se é essa a ordem, mas não faz o menor sentido quando aquela mulher com seu vestido roxo cruzou a rua e, quando chegou do lado de cá, estava olhando para si mesma, vestindo outras roupas, porém a expressão facial angustiada de quem não poderia compreender tamanha loucura… será? ela usava um chapéu enorme e vermelho e parecia um personagem brega e rica desses seriados americanos… uma preguiça de pessoa… no entanto, como podemos julgar somente pela aparência…

elas apertaram as mãos, as sensações eram gélidas, e as imagens líquidas… oi, meu nome é… eu sei… o meu também… ela levantou a mão e tocou no rosto da outra, e fez um leve carinho com os dedos… seus olhares se cruzaram e seus batons vermelhos recostaram-se sentindo a maciez toda dos lábios… elas se afastaram um tanto envergonhadas, mas ao mesmo tempo felizes… as imagens correspondidas afastaram-se atravessando as ruas perdidas daquela fria cidade… e deixando borrões vermelhos e cerosos nos espelhos…

seguiu-se outras cores e outros números, e pareciam apostas de jogos em cassinos miniaturas de um parque de diversão cercado pelos tubarões que usavam ternos e gravatas espalhafatosas… chamavam aquilo de engenharia, era um nome bonito; até que criaram um dispositivo que nos dava uma visão de cima daquilo que havia sido criado, da imensidão de concreto sufocante pintadas por grades de cores enferrujadas… pássaros mecânicos riscavam os céus desenhando as mesmas ruas e estradas que víamos lá embaixo, no formigueiro, onde a seguíamos junto as gotículas da garoa, aquela sombrinha da mesma cor do vestido que persistia em atravessar…

Mini Biografia…

sintam o cheiro das flores… conseguem sentir a quantidade de doces e cítricos que existem… sintam em suas peles, o toque das pétalas, do caule… a diferença dos sentimentos e dos sentidos de um mesmo sentido… a aspereza de um caule peludo que puxa seus pelos… é uma boa sensação, porém a sensação suave e macia da pele, sedosa e com nuances belas entre vermelhos e laranjas vinham das mesmas pétalas… e sempre seria assim até Mercúrio se trombar com um cactus… aquilo dói, podecrer que dói bastante!

puxando o mel madrugada adentro ouvindo uma orquestra quase circense… desvencilhando das antepaixões transumanas, das que temos necessidades de mudanças urgentes, de fora pra dentro, dos corpos para as mentes… a dança geométrica distorce o corpo e cria uma visualização estroboscópica e descobrimos uma cortina gigantesca… não é real… vivemos em uma grande telona… grande!

movimentos paralisados de uma colônia inteira; aproximando em um dilatado zoom in, percebe-se que não são colmeias… são cidades… e os favos de mel estão infestados daqueles seres que se atacam gratuitamente por conta dessa mesma tela… não quero ser o cara que escreve sobre a dor…

pequeno, apertado e verde… toda estrutura física se contorcia debaixo do cobertor para acertar aquela posição que esquenta e alimenta… sentiu os ossos estalarem e tudo ficou quentinho… o brilho da fogueira refletia em seus olhos, como as estrelas e a lua, sentados lado a lado trocando ardência amarelada…

eu quero escrever contos eróticos, jogos incertos, apocalipses distópicos e grandiosos de uma sensibilidade atingindo o ponto de convergência, conhecido como umbigo… haverão problemas maiores e menores, fugir é inevitável, será? ou tardar a viver dentro da mente brincando com as situações, prazer total, o fulgor imensurável por palavras humanas e aquelas que não entendemos ou traduzimos para nossas limitações…

fecha, fecha… alguém diz, tem que terminar em algo gostoso como essa música… eu vou, eu vou… todos cantavam em coro, parecia uma festa deliciosa onde as vibrações espalhavam uma alegria colorida e majestosa… essas ilusões que o coração nos prega e gostamos de sentir, por que da aquela sensação de que ainda tem mais um pouquinho de bom para viver… eu gosto de ser o poeta dos contos curtos!

Curto… Circuito!

Fredisom seguia o caminho de casa e sentia que era tudo muito diferente… as ruas estavam estranhamente vazias e o vento mais gelado do que o de costume para aquela época… também não se viam os veículos e suas buzinas estridentes… nenhumzinho! Fredisom achou tudo muito estranho, mais ainda por perceber que tudo tinha um tom meio “arroxeado” e nebuloso, parecendo um sonho dentro de um videogame bizarro… mas não era não… era dentro de sua cabeça mesmo, aquela confusão… inteira… complexa… completa… Fredisom tomou um suco de laranja e estava delicioso, o sabor era simples e doce… frutas da estação, fora de estação… dos pontos, dos acostamentos… um cruzamento de informações e Fredisom agora digitava alguma coisa pelo teclado de um laptop branco em cima de uma bancada bruta; e a câmera veio lentamente, saindo de seu rosto que tinha uma expressão tão lenta quanto a câmera, nos mostrava alguém com vontade de continuar tomando seu café e escrevendo aquele e-mail puxa-sacos para o chefe boçal de onde “trabalha… va” … Fredisom percebe que ninguém mais trabalha, que não existe mais esse mundo, alguma coisa aconteceu… ele sabe que está transitando por muitas situações ao mesmo tempo, dentro de si, e fora também… pessoas cruzam umas com as outras como se fossem hologramas, sentimentos realmente importam elas se questionavam enquanto Fredisom desligava a TV pela milionésima vez…

Desenho no Caderno…

São alguns minutos para o aquecimento total do forno. Ali estariam assando em breve algumas massas para recheios de geleias… não haviam desculpas e muito menos toques delicados… ela esquivou o dedo mindinho e ele sorriu sem graça… será uma eterna luta para resolver desde pequeninos problemas como apertar parafusos das hastes de óculos, ou ficar horas, dias, semanas pensando em uma equação matemática e física ao mesmo tempo, querendo resolver alguma teoria que “prova” tal ideia… prova… prova… mesmo… será…

até por que tal ideia faz tanto sentido quanto qualquer outra ideia que qualquer outra pessoa está por aí pensando…

o sono… sons lucífugos… júbilo livre… do povo para o povo…

ouvindo esses timbres, parecendo música… acalentando os ouvidos… criando dentro de sua cabeça um ritmo fazendo as pernas agitarem um pouco…

a anelação desenfreada por algo que não sabemos, por algo que desejamos sem ao menos entender o que é…

viver…

a assustadora …

sua condição monstruosa… sua feição conflitante…

desde o momento em que acordamos e estamos presentes aqui até o fatídico dia…

e então mais um dia passou… outro e outro e ninguém entendeu… continuamos sem entender nada… ninguém e nada…

e às vezes penso sozinho… sentado em um banco de praça, fugindo de pessoas que tem olhares apertados e sorrisos manhosos… tentando me esquivar o máximo possível de conflitos diários (luz acesa, luz apagada)…

me lembro quando criança que ensinado por adultos ignorantes, que pessoas que punham os pés na grana e que tinham uma aparência duvidosa (?!), nós deveríamos evitar…

quando EU pus os pés no verde infinito, sentindo nos solados dos pés sendo bicados pelas graminhas, e aquela sensação de molhado da natureza, o caderno no colo, o fósforo riscando fogo, um sorrindo vindo levinho, o medo se transformando em paz…

um conto desenhado!

Positivando…

sim, é importante escrever todos os dias…

sim, é importante produzir todos os dias…

sim, é importante ter mais prazer e aceitar o ócio…

sim, existe ócio criativo e é muito bom vivê-lo…

sim, existem reuniões animadas…

sim, existe prazer no meio de tanta dor…

sim, é com muita muita arte e muitos muitos estilos dela…

sim, com música, dança, muitas culturas diversas…

e não tem nada de piegas nisso…

nem de posições hinduístas para se chegar ao nirvana…

nem medo de viver… ou morrer de medo de…

morrer…

sim, é viver pelo prazer…

sim, se jogar em pleno ar e se perguntar, vai dar para chegar lá embaixo sem se machucar…

sim, por que só quem se arrisca, só quem sente o frio na barriga de ter feito algo diferente do que estava dentro de si mesmo…

sim, superando suas limitações, encarando seus medos e dando um passo de cada vez…

não é livro de autoajuda… nem lições de uma vida simples… de alguém que conseguiu fazer isso ou aquilo…

é sim por entender, que só é uma vez, e durante um tempo que passa sim, em um…

piscar!

Os Sabores do Prazer e da Dor

boa noite Blue Moon… há quanto tempo eu não te via… realmente eu estava com muitas saudades… e o que mais gostaria é de sentir o seu sabor… e ver as gotas de suor gelado descendo pelas curvas que seu corpo possui… esse tom bronzeado, meio plácido, meia muçarela… ou petiscos, o que vier contigo combina tanto… e quanto mais apimentado melhor… seguida pela acidez cítrica de uma rodela de laranja que enfeita o copo… e buffalo wings! ai que saudades eu estava, tantas histórias e momentos pelas estradas…

e agora parece que aqui de volta… mas não de volta “de volta”… você sabe que os anos passaram, que as experiências enriqueceram e tudo está diferente… nem mesmo o que eu sou, é o que já foi… em nível celular, em nível de pensamentos… é difícil assumir certas coisas como … consciência… não acham? risadas!

embalado pelo som embriagante de Tommy Guerrero, estávamos em são paulo, uma grande cidade de concreto cinza, e em um documentário do netflix um antropólogo e sociólogo indígena dispara, “haviam umas mil culturas indígenas diferentes aqui no brasil, e se você tem algum sangue europeu deveria se envergonhar pois seu avô e bisavô foram”… é um texto dramático, real, uma verdadeira porrada na fuça dos “brancos”… fico pensando em como toda história humana é baseada em guerras e massacres… que alguns falam que são conquistas e descobrimentos…

ainda bem que te reencontrei Blue Moom… quando te vi novamente não acreditei que estava em meu país… pensei, suave, sei falar sua língua, sei de como gosta de ser tratada, colocarei você no melhor lugar da minha casa!

mas demoramos a nos saborear, eu sentir o paladar e a sua textura… a embriaguez que isso me causava quando atingia minhas narinas… realçando o sabor… eu ofegante só queria passar a língua por você inteirinha…

e reparem em lentes de microscópios, as guerras que acontecem diariamente em nossos corpos… entre células, em nível molecular, no nosso sangue… uma verdadeira explosão como as que justificamos por “conquistas” o derramamento alheio desse mesmo sangue…

então explosões… pessoas podem falar que são nascimentos de crianças, e isso é um acontecimento muito lindo… será?! outros dirão que são big bangs, o tal início do universo quando tudo voou e continua voando entre massas escuras, e planetas com sóis que também explodem depois de se apagarem em sei lá quantos milhões de anos que não dá nem pra entender… tudo caótico em guerra, voando rapidamente para diversos lados e alguns se acertam e é bem intenso quando isso acontece… alguns chamam de dor… outros de vida… está no micro e no macro… dá para ver pelas lentes de grandes e potentes telescópios…