Mini Biografia…

sintam o cheiro das flores… conseguem sentir a quantidade de doces e cítricos que existem… sintam em suas peles, o toque das pétalas, do caule… a diferença dos sentimentos e dos sentidos de um mesmo sentido… a aspereza de um caule peludo que puxa seus pelos… é uma boa sensação, porém a sensação suave e macia da pele, sedosa e com nuances belas entre vermelhos e laranjas vinham das mesmas pétalas… e sempre seria assim até Mercúrio se trombar com um cactus… aquilo dói, podecrer que dói bastante!

puxando o mel madrugada adentro ouvindo uma orquestra quase circense… desvencilhando das antepaixões transumanas, das que temos necessidades de mudanças urgentes, de fora pra dentro, dos corpos para as mentes… a dança geométrica distorce o corpo e cria uma visualização estroboscópica e descobrimos uma cortina gigantesca… não é real… vivemos em uma grande telona… grande!

movimentos paralisados de uma colônia inteira; aproximando em um dilatado zoom in, percebe-se que não são colmeias… são cidades… e os favos de mel estão infestados daqueles seres que se atacam gratuitamente por conta dessa mesma tela… não quero ser o cara que escreve sobre a dor…

pequeno, apertado e verde… toda estrutura física se contorcia debaixo do cobertor para acertar aquela posição que esquenta e alimenta… sentiu os ossos estalarem e tudo ficou quentinho… o brilho da fogueira refletia em seus olhos, como as estrelas e a lua, sentados lado a lado trocando ardência amarelada…

eu quero escrever contos eróticos, jogos incertos, apocalipses distópicos e grandiosos de uma sensibilidade atingindo o ponto de convergência, conhecido como umbigo… haverão problemas maiores e menores, fugir é inevitável, será? ou tardar a viver dentro da mente brincando com as situações, prazer total, o fulgor imensurável por palavras humanas e aquelas que não entendemos ou traduzimos para nossas limitações…

fecha, fecha… alguém diz, tem que terminar em algo gostoso como essa música… eu vou, eu vou… todos cantavam em coro, parecia uma festa deliciosa onde as vibrações espalhavam uma alegria colorida e majestosa… essas ilusões que o coração nos prega e gostamos de sentir, por que da aquela sensação de que ainda tem mais um pouquinho de bom para viver… eu gosto de ser o poeta dos contos curtos!

Curto… Circuito!

Fredisom seguia o caminho de casa e sentia que era tudo muito diferente… as ruas estavam estranhamente vazias e o vento mais gelado do que o de costume para aquela época… também não se viam os veículos e suas buzinas estridentes… nenhumzinho! Fredisom achou tudo muito estranho, mais ainda por perceber que tudo tinha um tom meio “arroxeado” e nebuloso, parecendo um sonho dentro de um videogame bizarro… mas não era não… era dentro de sua cabeça mesmo, aquela confusão… inteira… complexa… completa… Fredisom tomou um suco de laranja e estava delicioso, o sabor era simples e doce… frutas da estação, fora de estação… dos pontos, dos acostamentos… um cruzamento de informações e Fredisom agora digitava alguma coisa pelo teclado de um laptop branco em cima de uma bancada bruta; e a câmera veio lentamente, saindo de seu rosto que tinha uma expressão tão lenta quanto a câmera, nos mostrava alguém com vontade de continuar tomando seu café e escrevendo aquele e-mail puxa-sacos para o chefe boçal de onde “trabalha… va” … Fredisom percebe que ninguém mais trabalha, que não existe mais esse mundo, alguma coisa aconteceu… ele sabe que está transitando por muitas situações ao mesmo tempo, dentro de si, e fora também… pessoas cruzam umas com as outras como se fossem hologramas, sentimentos realmente importam elas se questionavam enquanto Fredisom desligava a TV pela milionésima vez…

Os Sabores do Prazer e da Dor

boa noite Blue Moon… há quanto tempo eu não te via… realmente eu estava com muitas saudades… e o que mais gostaria é de sentir o seu sabor… e ver as gotas de suor gelado descendo pelas curvas que seu corpo possui… esse tom bronzeado, meio plácido, meia muçarela… ou petiscos, o que vier contigo combina tanto… e quanto mais apimentado melhor… seguida pela acidez cítrica de uma rodela de laranja que enfeita o copo… e buffalo wings! ai que saudades eu estava, tantas histórias e momentos pelas estradas…

e agora parece que aqui de volta… mas não de volta “de volta”… você sabe que os anos passaram, que as experiências enriqueceram e tudo está diferente… nem mesmo o que eu sou, é o que já foi… em nível celular, em nível de pensamentos… é difícil assumir certas coisas como … consciência… não acham? risadas!

embalado pelo som embriagante de Tommy Guerrero, estávamos em são paulo, uma grande cidade de concreto cinza, e em um documentário do netflix um antropólogo e sociólogo indígena dispara, “haviam umas mil culturas indígenas diferentes aqui no brasil, e se você tem algum sangue europeu deveria se envergonhar pois seu avô e bisavô foram”… é um texto dramático, real, uma verdadeira porrada na fuça dos “brancos”… fico pensando em como toda história humana é baseada em guerras e massacres… que alguns falam que são conquistas e descobrimentos…

ainda bem que te reencontrei Blue Moom… quando te vi novamente não acreditei que estava em meu país… pensei, suave, sei falar sua língua, sei de como gosta de ser tratada, colocarei você no melhor lugar da minha casa!

mas demoramos a nos saborear, eu sentir o paladar e a sua textura… a embriaguez que isso me causava quando atingia minhas narinas… realçando o sabor… eu ofegante só queria passar a língua por você inteirinha…

e reparem em lentes de microscópios, as guerras que acontecem diariamente em nossos corpos… entre células, em nível molecular, no nosso sangue… uma verdadeira explosão como as que justificamos por “conquistas” o derramamento alheio desse mesmo sangue…

então explosões… pessoas podem falar que são nascimentos de crianças, e isso é um acontecimento muito lindo… será?! outros dirão que são big bangs, o tal início do universo quando tudo voou e continua voando entre massas escuras, e planetas com sóis que também explodem depois de se apagarem em sei lá quantos milhões de anos que não dá nem pra entender… tudo caótico em guerra, voando rapidamente para diversos lados e alguns se acertam e é bem intenso quando isso acontece… alguns chamam de dor… outros de vida… está no micro e no macro… dá para ver pelas lentes de grandes e potentes telescópios…

Espécies…

Talvez fosse madrugada adentro, o horário só passava e ali elXs estavam, um grupo de algumas pessoas amigas, sentadas em almofadas e puffs coloridos sobre um tapete de junco… haviam muitos sorrisos e a alegria das conversas que eram contagiantes, um ou outro contava um caso particular e outros riam e comentavam e depois falavam sobre assuntos gerais e os polêmicos também, por que sim, é preciso discutir até hoje em pleno 2020, como podemos estar vivendo em… Pandemia!

É curtinho e dolorido, chega a ser ridículo pelo fato de ninguém entender “lhufas” de nada, e quando se diz “nada”, essa coisa que chamam de consciência individual não faz o menor sentido então, por que ter atitudes doentias e compartilhar ideias e praticar atos que só amplifica a distância, quando nos provamos e comprovamos através do microscópio os movimentos de junção, e quando olhamos através dos telescópios, o que não vemos também nos prova, tudo está ligado por algo que não…

Amor!

aquela sensação chegou… era por volta das duas da madrugada, embriagado de levedo elX sorria atrapalhadX em seus movimentos… a provocação continuava sutil, não estava muito afim de um confronto direto, apesar de acompanhar os enredos tragicômicos que vinham do mundo exterior à sua cabeça… espere aí…

elX estava sentando em sua mesa… era antiga, de uma madeira arranhada pelo tempo, corrosões de insetos, essências químicas humanas… acima havia apenas um notebook com seu pequeno “mouse”… nenhum enfeite, nenhuma caneta, nada, nem ao menos um papel rabiscado… nada depunha sua personalidade…

as longas prateleiras de livros lembravam bibliotecas antigas de cidades conhecidas como “capitais”… também parecem com as de alguns museus e escritórios de… escritores… também… antigos…

e agora o ápice… brinque tanto com as palavras quanto você quiser… ache um ritmo, e não se preocupe com opiniões que não sejam aquelas de puro incentivo à sua total… loucura… e a vontade de fazer… e falar de coisas… de um jeito que de verdade… muitas risadas dentro do estômago… um saxofone era ouvido mesclado com uma batida forte de rap americano… não sabia se gostava daquilo ou não… a pergunta que fica é… qual é o nosso limite para a experimentação?

dessa vez não usou nem parágrafos que justificassem uma melhor leitura…

era hora de fazer as pessoas pensarem através de seus gracejos…

estão prestando atenção…

o que está acontecendo nesse exato momento é de extrema importância…

o tempo está curiosamente a nosso favor… usemos o tempo!!! para não reclamar de que não tem tempo para nada… depois… e no antes também… aqui é o presente…

presente… repetiu a palavras mais um monte de vezes na brilhante tela do computador…

fechou o aparelho e deitou na grama, braços cruzados atrás da cabeça… sentiu o calor do corpo de suZ companheirZ e se perguntou, sentindo as borboletinhas serelepes em volta do umbigo… estamos onde queremos estar e com quem queremos estar quando essa pessoa também quer a mesma coisa… e sabe quando isso acontece de verdade… 😉

21:21hs

reflexos de tamanhos geométricos brilhavam luzes apáticas, e realçavam cortinas empoeiradas e cheiro de vinho fajuto… não havia lugar para o bom humor, poucas histórias eram contadas e os vazios eram preenchidos pelas sombrias distâncias entre as pessoas… as alterações de ânimos entre elXs entretinha os leitores e os amantes de um belo suspense romântico…

aquele padrão visual que também seguia-se pelas músicas e outras culturas, pelas artes e culinárias, danças e tudo o mais que as pessoas maravilhosas passavam seus dias produzindo, enquanto outras estragavam o planeta pensando em “ter matéria!”… pessoas comentavam a “chatice” diária justo no momento mais interessante de tanta criatividade científica e artística, por tantas renovações de ideias filosóficas e desmitificações de crenças seculares através da fé… por que estamos em uma transição danada, e isso é muito percebível em nossos dias…

discussões eram resolvidas com gargalhadas sofridas e choros duradouros, em companhia de abraços trêmulos e juras perpetuas de arrependimentos… os lares estavam tão cinzas e escuros quanto o céu noturno, e agora as poucas luzes não mais dançavam… elas entristeciam com seus desenhos retangulares todos os concretos da cidade…

havia um policial de estatura comprida dentro do saguão daquele pequeno hotel, ele apenas ajeitava seu quepe com seus enormes dedos e logo em seguida largava os braços para ajeitar o cinto… uma prostituta desceu pelos degraus que também levavam ao mesmo espaço, e balançou os cabelos ruivos deixando um lindo e esguio pescoço a mostra de uma mulher magnífica… um velho atrás do balcão olhava toda a cena por baixo de seus óculos arranhados, segurava um jornal tão velho quanto ele, e no canto da boca uma baga de charuto apagado…

elX desligou a televisão cansadX da mesmice dos horários… épocas estranhas em que os prazeres eram destruídos pelos pequenos egoísmos ao lado… tentou se excitar vendo vídeos pornográficos porém não conseguiu ter uma ereção… será que tudo acaba assim mesmo, se perguntava dentro da cabeça e fora de seu estômago… e dormiu sem entender mais um dia perdido…

era uma vez… e outra vez…

era um romance de comédia daqueles que você passa horas assistindo e se identificando sentimentalmente por detalhes que considera bobos, porém são completos e entendidos… sabemos lá dentro o que é melhor, só temos talvez, um “medo” de assumir…

era um daqueles livros tenebrosos que contam histórias em que a mente nos faz confundir se o que estamos vendo e sentindo é real ou não… ou se os sentimentos que acontecem o tempo inteiro são causados pelos sustos horripilantes durante todo o roteiro que te pega feito garras afiadas sedentas de sangue…

era uma comédia bem idiota, que nos faz dar risadas pelas conversas nonsenses e situações esquisitas, ou talvez tão anormais que o cérebro fica invadido de uma alegria estúpida e porventura, infantil… mesmo que aquilo nos pareça “adulto”… o que me faz questionar sobre esse tipo de filme ser mesmo só um besteirol ou se possui hiatos nas mensagens…

era uma aventura épica cheia de elementos de fantasia e episódios longos e árduos, com personagens cativantes que levam elementos de virtudes e limitações… nos identificaríamos de imediato com todos esses princípios humanos, pois acreditamos lá no fundo que somos os heróis de todas as histórias, inclusive a nossa própria… o nome do romance era “Santo Ego”…

eram tantas histórias para tantas escolhas que não cabiam pensamentos dentro daquela cabeça que estava enlouquecida de ideias e não sabia para onde seguir, e viu um desfiladeiro de pedras com uma daquelas pontes que são penduradas apenas por velhas cordas desfiadas… e do outro lado havia uma placa escrito…

Transe!

Ah caraca, não para nem passa, deixa voar, por que uma hora vai passar, tenta segurar ao máximo pra sentir da nuca até o frisson corporal, ninguém segura, sua mente é sua, livre e nua… vai continua… essa explosão sente-se como prazer, você começa a entender, como tudo seguiu de onde veio e lá longe se viu, barcos cheios de seres nus, entonando sons meditativos que colocavam todas as espécies vívidas conhecidas e não conhecidas, todos os lados azuis e amarelados, todos os bens e todos os males, todos os doces e todos os azares, a criação de tudo, um sentimento agudo… no umbigo, o início!

E para tentar estender essas sensações corpóreas que foram confundidas com pecados, e cumprimentar tudo de dentro para fora, e depois ao inverso, de um universo inteirinho seu, contado por você, que importa à única pessoa que irá viver e morrer até o último dia que toda a vida se tornar apenas um prazer… eu mesmo!

Corre, corre, antes que escorre… mais rápido que puder, mais um daqueles que chamamos de “soco na mente”, conectou novamente, entendeu mais rápido, aproveita que é só agora, por que a dispersão vai tomar conta, seja esperto e tenha foco, está acabando e sabe lá quando volta, se tem hora…

Embala, não importe-se com a música em si, deixa os ossos comunicarem com os sons, eles vão embalar toda a máquina com movimentos suaves, movimentos fortes… bons… e depois de um bom tempo conectado a tudo, ele para e olha, para a janela à sua frente que mostra coisas que ele não quer ver, e sua mente lhe mostra o que seu corpo responde com suor e êxtase, o coração batendo caloroso… até daqui a pouco!

Um Bom Jeito de Começar o Dia…

Acheiii!!! Ele veio correndo do quarto até alcançar a sala gritando repetidamente a palavra “achei”… Ela estava sentada em uma poltrona enorme; uma luz linda e amarelada entrava deixando o cenário mais suave do que poderia estar… Parecia uma fotografia clássica, de enquadramento perfeito… Ela lia uma revista qualquer, olhou para ele com um sorriso no rosto já curiosa para ver, o que ele iria lhe mostrar, com aquele instrumento na mão…

Veja isso meu amor! Sente só esse som… e começou a dedilhar criando um clima anuviado, de tons verdes mesclados com azuis e pequenos pontinhos cintilantes até chegar aos seus olhos e depois à sua boca… Ela ficou maravilhada com tudo aquilo e se embalou no ritmo, levantando-se iniciou um leve movimento com seu corpo esguio… Depois ele virou o objeto e começou a soprar em um outro tom, mais agudo e piado… O sabor que subiu agora era apimentado, passando pelas narinas, sentia-se tudo no caminho até atingir os neurônios… agora haviam mais cores… Quais?

Outro movimento do corpo, outra forma daquele estranho utensílio que se transformava e a quem estiver por perto… As nuvens agora eram roxas e cinzas… Diversos tons manchavam o lugar, invadiam seus olhos fazendo-os brilhar mais, as pupilas estalavam e viam mais, viam tudo, viam além… Os narizes sentiam sabores absurdos de bons, que se alternavam com os paladares sobre as línguas adocicadas e azedas das micropartículas que caíam sobre elas… A boca, o beijo molhado, forte, profundo, ardente, infinito…

Como a mente, como o céu, como a visão que alcança um limite, como àquele que rege à nós mesmos dentro dessa carcaça que está viva por que sentimos, e o que sentimos são respostas da luta da vida… chama-se dor… e a loucura disso tudo, ela é boa, por que nos mantêm… Em seus ouvidos elXs trocaram palavras doces, e sob todo o ar enebriante da manhã, fizeram amor e sexo, explodiram estrelas e criaram novas galáxias…

“governice quarentidena”…

de verdade sinto algo que talvez fosse visto como no mínimo estranho, porém é assim mesmo, com as pessoas que se dizem “presas na quarentena”… uma ideia humana para variar que nos põe em contato com nosso maior amigx e inimigx ao mesmo tempo… o que faz o cérebro ficar mais confuso do que já é nos dias que são considerados normais…

ainda não compreendo como a maioria leva a ideia de vida conectada quase que 100% ao “realizar trabalho”, ou seja, uma tarefa diária, cotidiana e insatisfatória para essa grande maioria, por conta de um soldo irrisório que não compra os sonhos e acabam alimentando-os ainda mais… com suas tendências egocêntricas e egoístas e tudo isso ao mesmo tempo, nem é bom!

daí parece que aquela música clássica do nosso rei do rock nacional, com seu cavanhaque e violão pendurado no pescoço tocava por aí “no dia em que a terra parou”…! uns vão dizer que é previsão, outros dirão que é maldição…

e pela primeira vez na história os seres humanos podem escolher, dentre milhões de escolhas idiotas que fizeram, fazem e farão, mudar completamente o sistema, e desacreditar essa economia sem-vergonha; e liberar as fronteiras colocando os seres humanos como a espécie única que são com a diversidade linda que temos de culturas e cores!

ou seguiremos os dias caóticos na espera do apocalipse total… estamos preparados?! por que não será como nos filmes e séries, e tem lugares que vivem isso há muitos e muitos anos… por aqui, na pátria amada do falso governo, o que podemos dizer, que esse é um conto muito verdadeiro!