sexo…

É muito estranho pensar que passados quarenta anos e aqueles casos escandalosos sobre políticos e direitos humanos e um montão de coisas que já deveriam ter sido resolvidas há séculos se tivéssemos acompanhado o ritmo alucinante em que a tecnologia vai, e mesmo assim me sinto muito muito atrasado como um ser humano dessa espécie animal…

Era no mar, onde as pessoas se divertiam e depois de algum tempo a pele melada incomodava a maioria… por que então entravam no mar, ou realmente imaginavam que aquele imensidão toda é formada apenas por água e sal… E é essa santa ignorância somada ao ego prá lá de “sol do meu umbigo”, que faz essa espécie se crer tão especial e diferenciada de outras, pelo tal “progresso”, por achar que ser racional e pensar nos faz “deuses” desse planeta… todo aquele esperma e fluidos de uma diversidade infinita de espécies de animais…

Coisas que queimam a garganta podem ser consideradas letais, depende contudo do quão você gosta do perigo e se põe em situações de emoção… tesouras cortam papéis que caem voando pelo cenário e seus movimentos lembram os vôos das gaivotas sobre as embarcações… as espumas das ondas explodem nos cascos dos barcos e espirram branco salgado para todos os lados… todo mundo adora champangne, sorrisos brancos, pescoços agudos, corpos em performaces, poses nada sutis do desejo cotidiano mais reprimido pelas pílulas de controle mental, segundo alguns caras que falam de conspiração… olhando para os lados com olhos apertados….

Gosto quando resolve assim hein, fácil e rápido, encaixado e prazeiroso… cara quem inventou isso deveria entrar no mesmo hall da fama de caras que fizeram coisas legais… não me lembro de nenhum… agora… menos importante isso também… ah, aquela marquinha de biquini na bunda…

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O Mar…

Eu acho que a gente se fudeu… e ainda bem que não foi no sentido literal das palavras enxotadas dessa forma para começar um conto que para variar irão acontecer coisas que nos farão refletir um pouquinho, pensando nas hipóteses insanas de que há cientistas “guardando” as memórias de homens milionários mundo afora para que esses, ou essas seriam consciências??? Memórias são ou só fazem uma parte da bagunça?… e dai num futuro usar em um corpo cibernético… e a gente lia os livros de
Isaac Asimov imaginando um futuro cheio de rebuliços loucos como as danças africanas para as luas e para os sóis, mulheres lindas e fortes, homens delicados e floridos, animais os cercavam e não haveria para onde correr mesmo que tentassem sair na correria, quando viram o que um leopardo podia fazer com uma gazela de duzentos e ciquenta quilos pega pela mandíbula, imaginamos o que seria o encontro com um ser desse… e tem gente que defende armas… vai entender, onde está o espírito de aventura real, da vida sem horários marcados, sem fronteiras estúpidas e nem preconceitos que só originam debates sem pudores… eles se amavam, pelo menos em algum momento em que o sol dava bom dia ao som de Raul, podia ser real, estavam diante da única coisa que podia acalmar suas almas, e colocar razão para todo aquele fogo, o barulho suave e constante, ondas serenas, espumas lentas…

Acariciar…

E lá vamos nós em mais uma aventura delirante da mente desse sujeito que seguia firmemente em uma ideia fixa… ou várias… e todas ao mesmo tempo… e talvez por isso seja tão bom… e tão estranho… e de novo tudo… e o todo… e como sempre, caso exista um, ao mesmo tempo caótico… apetitoso… Abriu o novo editor uma vez antes e o preconceito aflorado o impediu de experimentar algo novo… havia de trabalhar nisso também… já na vida, para a vida, o momento em que você está, pode se dizer a idade atual, se parar para olhar para trás, verá que a sua vida talvez não fosse o que você pensasse que fosse, e com alguma certeza você não estará onde queria estar, a não ser que tenha tido aquela coragenzinha de que já falamos algumas outras vezes… agora abria de novo, após brigas e brigas internas e inclusive, como pode pensar em querer só o bom se o trem todo me parece um tanto explosivo… e o Conflito pulou em sua frente, nunca havia visto aquele monstro ainda, era diferente, não conseguia imaginar sua forma, o que era, ou pelo menos ter uma referência, uma mínima ideia que fosse, e você só ouviu um barulho estranho, um ruído que incomodava lá no fundo da cabeça, pulsando, saia da zona de conforto, produza, ouse, tente fazer um pouquinho diferente do que já foi feito, e vamos ver até onde essa loucura toda irá chegar… Apertou os olhos e continuou tentando imaginar, qual a face do Conflito…

Transcendência

Raramente uma história começa pelo seu título, ou isso não é uma regra geral… não me lembro também de alguma começar com algo que tenha acontecido o tempo inteiro, afinal de contas, qual é a motivação para criar algo novo, senão tentar mesmo algo novo…

Se existem os seres sábios, as energias e os quaisquer uns… universos paralelos se chocando para ditar uma variedade tão grande de acontecimentos que fico me perguntando sério mesmo, será que é tudo uma criação sádica de um doido qualquer, ou é o que… vidas paralelas como parasitas celestiais… deuses não existem, a não ser pelo menos a tal da fé que dizem… existir… vai saber qual o tamanho da loucura para criar uma necessidade de alguém superior a quem se deve alguma devoção ou pior, uma dívida, de pecados sei lá de quem se inventou isso… dizem que veio da igreja, mas explica melhor, não é ela que diz que é para ser legal com as pessoas todas, ou fiquei maluco quando me falaram que existiam dez mandamentos a serem seguidos cada um mais nebuloso que o outro… e aquele que diz algo parecido do não faça ao outro o que não quer que façam contigo… nunca soube muito dessas coisas, no entanto se tem algo que me marcou e eu me pergunto por que tanta guerra… eram para ser tantas flores, olhei para aquele espiral de fotos e invadiram pigmentos vívidos girando em velocidades diferentes, formando criaturas aladas, indo e voltando dentro de nossas próprias mentes… cultura levada de forma leve, deveriamos ter mais disso… certo…

Para quantos sentimentos a criatividade explode de uma forma tão alucinada que nada no mundo vai querer fazer você parar… nada…

Um sonho… ter alguém que me venda… me gerencia… me deixe apenas desenhando e escrevendo… me deixe criando…

Aquele artista que ouvimos falar em outro conto estava de volta. Suava feito um porco sobre sua prancheta e não conseguia produzir uma linha sequer… O suor escorria pela testa, lambia o nariz até cair e ensopar o papel, que então enrugava todo o grande vazio branco à sua frente…

Seus olhos tremiam muito, parecia um tanto perturbado. Olhando para seu estúdio/apê daria para imaginar que a vida desse nosso amigo não estava das mais fáceis.

O quão incrível poderia ser o controle dos sentimentos… ou isso seria aterrador, pois eliminaria a prazerosa possibilidade de viver as “surpresas”… de qualquer forma escolhermos experiências que nos excitem à querer viver mais e mais, por que percebe-se que há um montão de coisas dentro de si que só indo para fora da zona de conforto, o famoso conforto, ou dá-se a cara a tapa, ou assumir as responsabilidades e encarar a maturidade (ou velhice como queiram)… Alguns chamam de esportes radicais, devido ao risco iminente de morte para àqueles que o praticam, seja qual for. O problema, se é que existe um, está na ideia absurda de se acreditar que não irá morrer, e isso por si só já é um pensamento que de forma complexa vem rodeando a mente desse que vos fala de um jeito um tanto cansada, pois já tenho perdido um tanto a paciência e isso só demonstra que algumas escolhas realmente não valem a pena perante outras que acreditamos serem boas, visto os valores distintos de cada ser humano… voltando ao ponto central de nosso bate-papo, por que achar que a eternidade é algo maravilhoso, que reencarnar é um processo evolutivo e morrer é algo tão ruim… não sei se são perguntas ou propulsores de querer mais do que está sendo oferecido pelos “programadores”… Bom, sendo isso um fato, e tentando fazer um julgamento parcial de toda essa ideia controversa, sabemos que “morrer” é um verbo absoluto para tudo aquilo que está “vivo”, portanto, como acreditar que alguém pode querer abdicar disso, visto que tem tantas crenças alucinadas tentando nos explicar e deixando a gente mais confuso ainda… sobre o quão lindo é viver e fazer coisas boas para si e para os outros e como é entristecedor alguém do “bem” morrer… qualquer um… Na real deixou esse sentimento de lado assim que entendeu que vai acontecer consigo e pode ser em qualquer momento… independe de se estar “bem de saúde”, física ou mental… ou ambos como sempre… é tão curto para ser ruim, tão rápido para ser desgostoso… uma vez só, iremos nos lembrar, e até isso já tentaram explicar em religiões e filosofias, mesmo elas sendo Cavaleiras da Virtude, ainda assim não explicam tudo de tudo e aquele nozinho, entalado na garganta, o mesmo que nos faz rir e nos faz chorar… se não há respostas, e nem um final feliz, por que o durante esse pequeno trajeto às predileções tendem a variar tanto deixando aquilo que pode ser somente bom………………..

Parece que sentimentos enviesados são excelentes motivadores para a criatividade… não que isso seja algo entendível e nem de fácil… isso mesmo que leu… e lendo outros autores notamos também que esta pode não ser a constatação mais genial, mas é uma das mais controversas quando se trata de criar algo em que se acredita, com um sentimento reto de amor… pessoas são pessoas, ouço um monte delas pregarem cada absurdo, e no entanto, quando é uma pessoa com um pincel, um lápis ou uma câmera… sem vacilos, é um só e geralmente na primeira vez… a primeira nota, o primeiro rabisco, a primeira pincelada e o primeiro enquadramento… outros estão buscando o que querem e dão suas justificativas para seus fins ou meios, sei lá… pior aqueles que acreditan saber mais do outro, sobre o do outro, pelo outro… como se a definição de “o que é melhor” fosse mais um padrão… hmmm e… nenhuma definição, sem olhar dentro dos olhos, nem mesmo pensar que o outro “isso ou aquilo” do bem ou da necessidade alheia… uma larica infinita de ideias saem de dentro do estômago e tudo começa a ficar lento e rotativo…

Então seguimos naquelas brisas enlouquecidas de que tudo (e já temos que abrir um parêntese de cara por que nesse caso é necessário enfatizar, tudo, é TUDO mesmo…

Pílulas de Amô!

“Alegria e Êxtase andavam de mãos dadas e apertadas com um andar pomposo e saltitante. Transbordavam Amor e Paz, que se juntavam a eles em uma das orgias mais deliciosas que os sentimentos podem ter.”

“Dizem que o Amor e o Sexo vem separados em dois pacotinhos. Você pode ter tanto um quanto o outro sem necessariamente misturá-los, no entanto já ouvi dizer que quando se junta fica melhor ainda, tanto o amor, quanto o sexo…”

“Não é sobre transar o dia inteiro se achando a máquina perfeita de sexo… é sobre curtir todos esses momentos de intervalo entre um sexo e outro…”

“A ideia é bem simples, o sexo quando volta a acontecer, após um tempo de estiagem e seja lá qual o motivo, é bem provável de ser bem melhor que o anterior (não querendo comparar, mas já fazendo-o), e sempre ser o melhor no momento em que acontece, afinal, sexo é sexo, e por si só já é bom!” (um breve pensamento sobre o egoísmo do Orgasmo que nos eleva a sensações inexplicáveis e no momento seguinte é como uma bomba que arrasou tudo e daí temos que juntar os cacarecos…)

FIM

Eram como dois jovens que tinham uma ansiedade imensa um pelo outro… ficou claro desde o início que era algo carnal, poderia ser mais que isso, sabemos claramente que o sexo é algo maravilhoso, mas que ele não sustenta… é como outros saberes, outros pontos de conexão… porém como os neurônios dentro de nossas cabeças, uma vez desconectados, poderiam se ligar de novo, era de interesse deles, ou iriam procurar outras ideias de junção… acredito que o viver seja isso também, essas idas e vindas de pessoas e lugares e co-criações como as copas das árvores ligadas por seus galhos tortuosos e que de uma forma ou de outra seguem seu caminho e florescem suas folhas e frutos… e as raízes, como se fosse juízos, ligados em uma gigantesca rede de sentimentos espalhados por todos os lados e por isso era tão difícil controlar, ou pelo menos acreditar que possamos fazê-lo… e o mais engraçado é que não existe uma sensação de vazio real, talvez por saber o tempo todo que tudo o que a vida nos mostra é uma enorme fantasia de seres sádicos que tem o mesmo fim de outros seres considerados mais benéficos como as próprias árvores…

Balançar…

Estavam por aí naquela conversa eloquente onde as ideias mesmo sendo contrárias em alguns aspectos geravam risadas e alegrias e polêmicas floridas de vermelhos e amarelos bem vivos e gostosos de se ver… tentava se entender nesse sentido de o que é o outro e quem é esse outro que está ao meu redor e o contexto geral de se viver em conjunto mesmo sem ter a certeza de que é isso… esse “junto” é como, grudado e sufocado, uma sombra ou… céu e lua, acredito ser a combinação mais bonita sem querer comparar com outras, contudo a lua me hipnotiza… lhe hipnotiza… Porém era manhã, como sempre e ali se permita para ditar seu dia… viver em um sentimento ruim que te afasta, ou aquele em que você tem o direito de escolher o que é melhor para si, seu corpo e mente, fazendo as pequeninas coisas que gostamos, bem leve, cheiro de incenso de pedra azul (para cima), uma toalha com pincéis em cima e a luz entrando devagarinho lambendo todo o meu corpo, um prazer suave, ali vem o cheiro de… mato e chuva, água na terra… os sentidos entram em delírio por que tudo é bom… a arte tem esse poder maravilhoso né, sendo escrevendo ou pintando ou o que quiser fazer por que quer e te faz bem, vamos dançar?