Que Essa Nave Nos Busque Logo…

era por volta das doze horas matinais quando resolveram sair da cama… elx usava usava um conjuntinho básico e preto de lingerie, e elx um short amarelo estampado com pequenos cavalinhos verdes… espreguiçaram-se e chegaram ao consenso… “não temos nada para fazer…” olharam-se com sorrisos largos em rostos estreitos e saudáveis… elxs moravam em São Paulo, uma dessas metrópoles que foram modificadas pelas pandemias de seres humanos… “sim, essa é a realidade socada em todos nós, seres humanos são como pragas”… elx disse à elx… ficaram em silêncio por uns segundos pensando naquilo, e elx perguntou de volta… “nós dois somos humanos, e eu não me considero uma pessoa má; e nem você…”…

foram do azul e branco para o preto, degradê até o branco novamente… como uma névoa que nos abre possibilidades diferentes por não sabermos o que está pela frente, isso é o que víamos… porém pessoas irão questionar e apontar com aqueles dedos inquisidores… “o azul era mais bonito!” olhos arregalados e dentes cerrados… e outros dirão: “gostei dessa estética, está “retrô” e “hipster” ao mesmo tempo, super moderno!”… olharam de lado e caíram em risadas, afinal, quanta babaquice não é mesmo… “o que você acha que irá fazer então?” dessa vez os personagens tomaram seus aspectos de gêneros sexuais, amalgamados de luz e som, suas células radiantes formaram o ser humano feminino, com seus seios protuberantes e bacia alongada no comprimento… levantou a mão esquerda alongando os dedos que surgiam como pequenas cobras verdes reluzentes e em sua frente, brilhando em tons adjacentes aos dela, com um aspecto mais robusto, seios reduzidos e caixa torácica ampla, o ser humano masculino encostou seus dedos azulados e uma pequena explosão de luminescência…

o barulho da água caindo trouxe-os de volta àquela realidade estranha, onde uma espécie atacava seus semelhantes abertamente enquanto outros cumpriam suas tarefas na esperança de alcançarem o topo da cadeia alimentar, e ficar ao lado dos corruptos e crápulas que pouco se importavam com o povo daquelas colmeias… elEs já haviam decidido que todo aquele mundo era deles, que todos os recursos naturais e criados pelos seus cúmplices, eram deles; não importava a vida dos velhos e muito menos dos mais pequeninos… uma espécie que chamavam de reptiliana, mas que para aquelxs duas pessoas que adoravam filosofar pela vida comendo pão com geleia e fumando seu baseado, eram os próprios humanos que não se assumiam… e então sentiam-se tão impotentes e ignorantes como todos os outros, afinal também continuavam acreditando que algum dia uma nave astral chegaria para buscá-los e livrá-los daquelas chatices todas…

literalmente! risadas!

Autor: pericles

Uma pessoa apaixonada por artes em todos seus âmbitos, um artista, um professor, um escritor entusiasta desenhando com letras! =)

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