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reflexos de tamanhos geométricos brilhavam luzes apáticas, e realçavam cortinas empoeiradas e cheiro de vinho fajuto… não havia lugar para o bom humor, poucas histórias eram contadas e os vazios eram preenchidos pelas sombrias distâncias entre as pessoas… as alterações de ânimos entre elXs entretinha os leitores e os amantes de um belo suspense romântico…

aquele padrão visual que também seguia-se pelas músicas e outras culturas, pelas artes e culinárias, danças e tudo o mais que as pessoas maravilhosas passavam seus dias produzindo, enquanto outras estragavam o planeta pensando em “ter matéria!”… pessoas comentavam a “chatice” diária justo no momento mais interessante de tanta criatividade científica e artística, por tantas renovações de ideias filosóficas e desmitificações de crenças seculares através da fé… por que estamos em uma transição danada, e isso é muito percebível em nossos dias…

discussões eram resolvidas com gargalhadas sofridas e choros duradouros, em companhia de abraços trêmulos e juras perpetuas de arrependimentos… os lares estavam tão cinzas e escuros quanto o céu noturno, e agora as poucas luzes não mais dançavam… elas entristeciam com seus desenhos retangulares todos os concretos da cidade…

havia um policial de estatura comprida dentro do saguão daquele pequeno hotel, ele apenas ajeitava seu quepe com seus enormes dedos e logo em seguida largava os braços para ajeitar o cinto… uma prostituta desceu pelos degraus que também levavam ao mesmo espaço, e balançou os cabelos ruivos deixando um lindo e esguio pescoço a mostra de uma mulher magnífica… um velho atrás do balcão olhava toda a cena por baixo de seus óculos arranhados, segurava um jornal tão velho quanto ele, e no canto da boca uma baga de charuto apagado…

elX desligou a televisão cansadX da mesmice dos horários… épocas estranhas em que os prazeres eram destruídos pelos pequenos egoísmos ao lado… tentou se excitar vendo vídeos pornográficos porém não conseguiu ter uma ereção… será que tudo acaba assim mesmo, se perguntava dentro da cabeça e fora de seu estômago… e dormiu sem entender mais um dia perdido…

Autor: pericles

Uma pessoa apaixonada por artes em todos seus âmbitos, um artista, um professor, um escritor entusiasta desenhando com letras! =)

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