Quando o Cinza “virou” Cor!

Cinza estava quieta. Não tinha vontade de sair das sombras e ficava mais difícil ainda distinguir suas formas dentro das nuances de sombras que faziam naquele quarto escuro e fechado. Cinza estava embrulhada em camadas e camadas de cobertas, o conforto do “quentinho” era a única coisa que ela queria naquele momento… Cinza estava vendo e vivendo tudo… cinza. Cinza não via esperanças, não acreditava em nada, não confiava nem mesmo em si… cinza era triste e quieta.

Até que um belo dia, e um belo dia mesmo, em que cinza precisava levantar, precisava viver, sair daquele marasmo todo, que as pessoas chamavam de doença, e mesmo que seja, e mesmo que fosse… uma só vez, uma só vida, cinza entendia que havia cores no mundo, outras que ela nem imaginava existir, que ela podia conhecer se não fosse tão… cinza.

E aconteceu, amarelo surgiu correndo, rosa entrou pulando e sorrindo, verde gargalhava e vermelho sensualizava… cinza não entendia tamanha confusão, porém foi com a experiência da mistura de todas as cores, a sabedoria da fusão do preto, cinza respeitava aquilo, sabia que estava no caminho, que aquele era um tipo de “espelho”, uma cor a quem mirar… Preto tirou cinza do escuro, curioso não?! Amarelo, azul, vermelho, verde, rosa, laranja, roxo e todos os outros tons e cores imaginadas e criadas pelos espectros percebíveis, cinza sempre seria cinza, mas sabia que podia ser um cinza mais alegre, quando estava junto de seus outros, quando se permitia mixar e interagir; cinza estava mais radiante, e era mais escolhida agora pela sobriedade e neutralidade, e ficava feliz por isso, mais madura, mais entendida… cinza agora percebia, ela também era parte de uma mistura, como todos somos, como todas as coisas vivas, se aceitando melhor, cinza era cinza, e uma vez por dia, junto de outras, variava seu momento extrapolando seus sentimentos sabendo que era ela quem “segurava a onda” de outras mais estapafúrdias…

A última notícia que tínhamos de cinza, após suas viagens permissivas, era que cinza tinha um propósito e gostava de ser o tom… cinza se assumia, é também cor!

Autor: pericles

Uma pessoa apaixonada por artes em todos seus âmbitos, um artista, um professor, um escritor entusiasta desenhando com letras! =)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s