Artistas

É isso e é essa a vibe, quando dizem que temos que superar e nos colocam nesse jogo de caça, de um é melhor que o outro, só que não mesmo, nada haver e não é por aí, quando seguiu viu a arte alheia, outros produzindo coisas tão lindas e coloridas. Ele sempre amou as cores, atraiam seu olhar e todos os seus sentidos espalhavam a cinestesia. Agora era alguma coisa disforme que nadava gelatinoso feito um  líquido, porém curiosamente moldável… E percebeu a timidez, a raiva, a dor e a vontade dela em muito pouco tempo, a mesma pessoa, sendo outras e ao mesmo tempo tantas e tantas, como sementes de melancias, já tentou contar, e que delícia de fruta… Voltando para a arte dela, quando ele tentava conduzir um assunto, dificilmente não haveria devaneios que nos pareceriam um tanto grotescos e fora de contexto, contudo no final do enredo ele achava um jeito de amarrar toda a ideia, e ela fazia isso de forma pecaminosa com seu trabalho, era maravilhosa e ao mesmo tempo desleixada… E ele, um tanto igual.

Aqueles diálogos sempre confundiam, que se davam por terceiros e faziam todo o assunto parecer muito mais do que deveria ser e naquela bagunça toda, ele não tinha mais certezas dos sentimentos dele em relação a eles, e ela idem na mesma via de mão inclusive. As fotos pareciam antigas, talvez dos anos mil novecentos e sessenta, setenta talvez… Mas eram atuais, uma montagem de luzes e contrastes, com filtros que imitavam o passado, ou trazia essa referência para o agora que não era realmente o que é, agora… Ela é linda, cabelos escuros e sobrancelhas da mesma maneira, pretas e desenhadas e uma boca vermelha ornando o rosto inteiro com olhos escuros e cílios cumpridos, que beleza sedutora, que fotografava tão bem, com penteados ousados, diferentes, elegantes e vintages, tudo ao mesmo tempo, como um camaleão mudando de cores, como holofotes brilhando mil tons, rodava e dançava sua saia longa, suas flores enfeitando seu corpo e seu cabelo…

Em poucas risadas ela disse que iria achar um espaço para ele, em algum momento que não sabia quando, e ele caso quisesse, teria que esperar por isso. O grande lance é que há coisas que passam, com esse tempo bizarro que só anda em frente, e o sentimento estava mudando, ou pelo menos ele achava isso, pois eles estavam se desencontrando demais, e outras oportunidades em um planeta recheado de possibilidades em uma ampla diversidade de tamanhos, cores, formatos, enfim, seres humanos como qualquer outra espécie de bicho e seus parentescos. Ele havia encontrado aquela mulher que tinha sido bailarina na infância e agora era engenheira civil. Nada haver também, não que teria aquele papo de felizes para sempre, já estava na meia idade, não havia tanto tempo para brincar de apostar com quem ficará na velhice… Nem mesmo queria pensar nisso, já que agora tava um tanto bom, e era ali que queria ficar. Ela fez outra tela, cada uma mais linda que a outra, mais colorida e ainda assim preferia ficar sozinha…

Mas muda de novo, e de novo, e todo minuto por que sente como uma enorme onda em movimento e ritmo constante, ouviu o barulho, é a maré, quebrando tudo e modificando as linhas tênues daquilo que você crê e deixa de ser e parte para um novo saber, eles decidiram se experimentar e o próximo passo era se assumir… Ela não sabia, ele não resistia, ela gostava  de explorar com ele e ele gostava dela, simples assim… Acho que vai continuar… 😉

Autor: pericles

Uma pessoa apaixonada por artes em todos seus âmbitos, um artista, um professor, um escritor entusiasta desenhando com letras! =)

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