O Dia Zero…

Seguindo essa ideia alucinada que não parava de pipocar em sua cabeça, indo de um lado para o outro, subindo e descendo, sol e lua, montanha e mar, aonde é que foi parar, ele continuava procurando e procurava e nada achava, ela passava muito rápido para a vista humana captar, porém ele conseguiu, seguiu as vírgulas ao invés dos pontos finais, compreendeu as pausas das vidas alheias, dos momentos certos para poder atuar com sua “principialidade”… existe essa palavra?

Ele entrou por corredores e se esgueirou por passagens secretas sempre tendo essa sensação de que a ideia estava por perto, que já era hora de encontrá-la e compartilhá-la mundo afora. Ninguém, nenhum estudo, nenhum cientista, nenhum rótulo, nada, que foi criado ou pensado, e o tudo, que veio de histórias de seres humanos de carne e osso, de pele e sangue, como qualquer um de nós, sem se importar com as características pessoais que aquele ser humano tem, comprova, prova ou aponta O sentido, e não um ou mais deles. Mesmo que essa seja a principal evidência, para tentar responder perguntas como “o que acontece na sua cabeça, lá dentro, quando você fuma maconha?”, que é quase o uso contínuo dos carros, sabonetes e microondas por aí. Não se usa drogas, ou não se faz mal, tudo é humano, até essa linguagem absurda e quase abstrata, que falamos A, e algumas pessoas entendem B, outras interpretam Z, e ninguém consegue se comunicar com um simples bom dia.

Quando a ideia e ele se encontraram foi uma daqueles cenas de amor profundo e brilhante, com um cenário básico que apontava o casal apaixonado transando energeticamente. A ideia disse de forma humilde e com toda a incompetência de não saber e entender sobre o tudo, que tentaria responder as questões ali lançadas por ele, para que todos pudessem ver novas perspectivas de soluções para toda e qualquer espécie de vida. Como a evidência nos mostra que não há respostas para as questões mais profundas, e nem perto disso passamos, e para as questões do dia a dia, à comunicação está falha, a ideia se permitiu usar de expressões idiomáticas e gestuais para poder se fazer entender melhor e assim lançou, se nada há resposta, e todos os rótulos são humanos, por que não há ninguém indo além disso, quebrando as regras, e assumindo humildemente, você crê que é livre, gente linda mas não somos, não existe, estamos presos à matéria, que nos fez uma espécie limitada, mesmo dentro da mente, sabendo que temos tanto a mais para sentir, fazer e aprender, e essa mente nos mente…

Não importa sua idade, ideia prosseguiu, se tem oitenta e todos ou treze e poucos, vou te contar um segredo que é um fato, duro e seco assim mesmo, ninguém sabe e nem prova nada, então amizades, não se limitem, vamos ser livres, quebremos nossos tabus, nossas próprias regras e nossas crenças limitadoras, nós somos mais, só não sabemos como. E a ideia finalizou, para dar certo é necessário o dia zero, a coisa mais absurda que as pessoas ouviam, e o olhavam com uma cara esquisita e torta, ideia continuou, é indispensável uma compreensão coletiva para um despertar maior, seja lá o que isso quer dizer, e ele fechou o livro de auto ajuda.

Autor: pericles

Uma pessoa apaixonada por artes em todos seus âmbitos, um artista, um professor, um escritor entusiasta desenhando com letras! =)

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